terça-feira, 16 de novembro de 2010

Hoje eu não quero rosas



                      Hoje eu não quero rosas. Embora elas representem paixão e romantismo, hoje eu prefiro outro tipo de flor;   a flor jacinto, Eu a quero.  Sinceramente eu preciso de flores para chorar. Perdoe-me queridos amantes desse mundo, mas acho as rosas muito óbvias. Hoje eu estou de porre. Dei-me conta que me embriagaram. Mas que coisa tão capenga! Piegas! Gostaria de adormecer em meio a Cactos e despertar sobre as margaridas das manhãs de Toscana, ou mesmo por cima de petúnias. Hoje quero sair e visitar os becos da cidade. Vou visitar uma loja de conveniências e depois comprar um ramo de flores para mim. Vou para um louge qualquer e beberei um vinho safra ruim na presença de um barman ou de uma garçonete. Hoje eu não quero portar mãos frias e um coração quente. Mas eu vou ficar bem. Eu sobreviverei, mesmo despertando à maneira Florbela Espanca, sentindo uma tristeza profunda e máguas do amor,  e adormecendo à Machadiana, onde se rir ao invés de chorar.  Nada estranho, apenas um surto da mente em não ter noção da situação.

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